Ortografando 3

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Como ensinar as irregularidades ortográficas

A ausência de regras ortográficas para algumas palavras faz com que as crianças (e muitos adultos) tenham dúvidas sobre como escrevê-las. A consulta ao dicionário e a produção de cartazes ajudam a turma a aprender como usar as grafias corretas com segurança

Para ajudar a turma em tarefas como essas, nem pense em solicitar que escrevam repetidamente uma lista de palavras. Também não adianta planejar ditados – eles são úteis para avaliar o que está sendo aprendido, não para ensinar algo que ainda não se sabe.
Existem duas atividades permanentes específicas para explorar bem a questão das irregularidades com os estudantes e ensiná-los a escrever com segurança e autonomia (leia as próximas páginas).
Consulta ao dicionário
Na EM Martha Drummond Fonseca, a professora Luciene diagnosticou as palavras que os alunos escreviam incorretamente. A turma foi buscá-las no dicionário, sempre com orientação. Os estudantes encontraram os termos e se familiarizaram com o material. Foto: Pedro Motta
Na EM Martha Drummond Fonseca, a professora 
Luciene diagnosticou as palavras que os alunos 
escreviam incorretamente. A turma foi buscá-las 
no dicionário, sempre com orientação. Os  
estudantes encontraram os termos e 
se familiarizaram com o material.
Oportunidade para os alunos que já conhecem a ordem das letras no alfabeto compreenderem como o material é útil para informar a grafia correta das palavras e também para aprenderem a consultá-lo mesmo sem saber como se escreve determinado termo.
Nessa atividade, o importante é a frequência de propostas. Quando as crianças buscarem por “omem” e não encontrarem, provavelmente dirão que a palavra não existe no dicionário.
“Esse é o momento para o professor perguntar de que forma os colegas procuraram o termo e se aquela é a única sugestão de como ele pode ser escrito”, diz José Carvalho, professor do curso de Letras da Universidade Federal de Sergipe (UFS).
Esse foi o procedimento adotado por Luciene Carvalho Andrade, professora do 3º ano da EM Martha Drummond Fonseca, em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
“Fiz o mapeamento ortográfico levantando as palavras que eram grafadas de forma errada e pedi que a classe as buscasse no dicionário. Conforme a procura era feita, discutíamos as possibilidades de escritas até encontrá-las”, diz Luciene (leia a atividade).
Outra possibilidade é a consulta aos dicionários eletrônicos ou online. Eles oferecem sugestões de correção para a maioria das palavras digitadas equivocadamente.
Essa facilidade não invalida o trabalho em sala. Sua missão nesse caso é fazer com que os estudantes percebam o erro e ganhem agilidade.
Além disso, muitos oferecem a origem etimológica dos termos buscados, o que, na maioria das vezes, ajuda a compreensão da grafia convencional.
Elaboração de cartaz 

Momento de organizar um material de consulta com palavras irregulares recorrente.
É uma ferramenta útil para memorizar e para firmar combinados com os alunos sobre quais erros não podem aparecer mais nas produções deles a partir de certo momento (leia a atividade).
A organização das palavras pode ser feita de várias maneiras. “É possível elencar em ordem alfabética ou separá-las em categorias, como animais e cores”, diz Luiz Cagliari, professor da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp), campus Araraquara.
Edivânia de Souza, professora do 3º ano na Escola Projeto Vida, em São Paulo, ajudou os alunos a elaborar esse recurso de acordo com o tipo de irregularidade.
“À medida que eles reconheciam termos que fugiam às regras, registravam no cartaz. Ficou claro que o H inicial ocorria somente em alguns casos e que eles tinham de ser memorizados”, ela diz.
FONTE:

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